COSTELA & CIA

 
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O INÍCIO (1989)

Foi neste ano que pela primeira vez, tive a oportunidade de saborear uma costela assada realmente macia. Ela havia sido preparada numa churrasqueira improvisada, construída a partir de um tambor de 200 litros com prolongamento para propiciar uma distância maior entre a carne e o braseiro.

O fato de ser uma das carnes mais saborosas para churrasco e existir muito folclore sobre as diversas maneiras de preparo, passei a observar e estudar a melhor forma para assá-la, Assim, junto com um parceiro na época, desenvolvemos uma churrasqueira de chapa, com adaptações para assar frangos, otimizando assim o espaço, o calor e o tempo necessários para assar as costelas.

O HOBBY (1990)

Com a nova churrasqueira, passamos a realizar eventos nos finais de semana para amigos e parentes.
Passado alguns meses de trabalho, percebemos que a melhor opção seria fornecer pelo sistema de “viagens”. Então foi estabelecido que o local seria o quintal da casa do meu parceiro, na zona norte da cidade e próximo ao centro.

Após pesquisas em costelarias da região, optamos pela construção da churrasqueira em alvenaria, pois concluímos que sua manutenção e operação eram mais fácil que a de chapa. Também mudamos a fonte de calor de carvão para lenha de eucalipto.

Apesar das dificuldades decorrentes da falta de recursos financeiros e de estar num local inadequado e sem comunicação visual; o negócio começou a melhorar discretamente.

Essa atividade era desenvolvida somente nos finais de semana.

O ACIDENTE DE PERCURSO (1991)

Nosso hobby vinha se desenvolvendo bem, até que no final do ano de 1990, fui demitido da empresa em que prestava serviços, em função da crise econômica que o país atravessava. Iniciei o ano de 1991 desempregado e eu precisava escolher uma entre duas alternativas para o meu futuro: transformar o hobby numa atividade empresarial, ou partir como “dekassegui” ao Japão em busca de uma suposta independência financeira.

Após muita reflexão, optei pela primeira alternativa e investi todos os recursos disponíveis no novo “negócio”.
Passamos por sérias dificuldades iniciais, onde o retorno financeiro da atividade mal cobria as despesas operacionais. Muitas vezes recorri à ajuda financeira de parentes próximos para o custeio das despesas domésticas.

Em alguns momentos cheguei mesmo a pensar em abandonar tudo e seguir para o Japão, mas algo me prendia ao lugar e àquela atividade.

Nesta fase, o meu parceiro decidiu abandonar o negócio que ainda era praticado na informalidade.

A IDENTIDADE (1992)

A ociosidade na operação do restaurante, e a minha experiência profissional e acadêmica contribuíram para que, na medida que iam surgindo as necessidades, fosse desenvolvendo utensílios, móveis e acessórios para a costelaria. Foi o início da originalidade nas instalações, que também atingiu a forma operacional da casa e o atendimento. E ser original tornou-se o ponto forte da marca COSTELA & CIA.

A LUZ NO FIM DO TÚNEL (1993)

Com muito trabalho, dedicação, fé e persistência; o movimento foi melhorando. Nessa altura, administrar o negócio, mantendo o padrão de qualidade, estava se tornando difícil. Como meu irmão mais novo também estava se desligando da empresa em que prestava serviço, convidei-o para compor sociedade.

Com a aceitação da proposta, veio também o aporte de recursos, com os quais adquirimos um amplo e bem localizado terreno na zona leste da cidade, próximo à Rodovia Raposo Tavares.

Imediatamente partimos para contratação do engenheiro, um grande amigo dos tempos de colégio, para a elaboração do projeto. Posteriormente, contratamos o pessoal para execução da obra. Em março, finalmente conseguimos regularizar a empresa e sair da informalidade.

Exatamente no dia 23 de novembro de 1993, inauguramos a nova casa, situada no número 38 da rua Fernando Silva, no Jardim Astro, transferindo para lá todas as atividades da empresa. Apesar de mantermos o imóvel antigo para um futuro aproveitamento, o atendimento no local foi suspenso, já que não dispúnhamos de estrutura para as duas casas em funcionamento.

A CONSOLIDAÇÃO (1994)

Com a inauguração da nova casa, tivemos a oportunidade de experimentar novas formas de operação.

Adotamos o sistema SELF SERVICE para todos os acompanhamentos da costela, estendendo aos poucos esse tipo de atendimento também para as bebidas, o que, devido à liberdade concedida e ao espírito de confiança mútua teve pronta aceitação pela maioria dos nossos clientes. Tal iniciativa, além de gerar sensíveis reduções no nosso custo operacional, proporcionou um saudável relacionamento de amizade.

Toda a propaganda foi no sistema “boca-a-boca”, uma vez que não fizemos investimento em divulgação, nem tão pouco tínhamos comunicação visual do estabelecimento. Mas isso não impediu que o restaurante conquistasse seu espaço. Uma prova disto foi que, mesmo com a disponibilidade de lugares três vezes superior ao endereço anterior, a nossa capacidade máxima de atendimento foi atingida em menos de seis meses.

A EXPANSÃO

Em agosto/94, após uma pequena reforma, decidimos reabrir a antiga casa da Vila Santana, que passou a ser a segunda unidade da COSTELA & CIA em Sorocaba.

Com a reinauguração dessa casa, demos início a um projeto mais ambicioso. Todo o sistema operacional da segunda unidade foi sendo concebido e adequado à formatação de franquia como que um aprendizado para uma futura expansão de rede através desse sistema.

Ao mesmo tempo, requeremos o registro da marca COSTELA & CIA, e em agosto de 97, com a saída de meu irmão da sociedade, passei a gerir a administração e o futuro da empresa.

Atualmente estamos operando com um total de cinco unidades, sendo duas em Sorocaba, duas na cidade de São Paulo e uma em São Bernardo do Campo, todas trabalhando em regime de parceria com a Matriz, dentro dos princípios do franchising, fornecendo subsídios importantes para implantação definitiva do sistema.


 

 

Kaname Nagahara

Nascido em 04 de novembro de 1952, natural de Sorocaba - Estado de São Paulo.
Formado em Projetos e Soldagem pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo.
Experiência profissional de cerca de 20 anos na indústria metalúrgica, predominantemente em equipamentos pesados na área de hidromecanica e petroquímica, com atuação focado no departamento de métodos e processos de fabricação.
Participou de diversos cursos e seminários de especialização, com destaque para o EMPRETEC promovido pelo SEBRAE e o A+E – Atitudes Empreendedoras, promovida pela FIESP em parceria com a Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Empreendedor.


 
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